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    Home»Amazonas»“A cidade não pode ficar refém de impasses”, diz Arthur Virgílio sobre paralisação dos ônibus em Manaus
    Amazonas

    “A cidade não pode ficar refém de impasses”, diz Arthur Virgílio sobre paralisação dos ônibus em Manaus

    22 de julho de 2026
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    O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto comentou a paralisação dos rodoviários na capital amazonense e defendeu que a população não seja prejudicada por impasses entre empresas do transporte coletivo e trabalhadores.

    A declaração foi dada durante entrevista ao programa Ponto Final, da Rede Norte Diário, na segunda-feira (20). Os rodoviários decretaram greve geral e interromperam a circulação dos ônibus em Manaus.

    @kleiton.renzo

    Leia também: Arthur Virgílio Neto diz que experiência será diferencial em pré-candidatura a deputado federal

    Durante a entrevista, Arthur relembrou situações semelhantes enfrentadas durante suas gestões à frente da Prefeitura de Manaus. Segundo ele, o poder público deve atuar na mediação das negociações entre empresários e representantes da categoria para garantir a continuidade de um serviço considerado essencial.

    “Quem depende do transporte coletivo não pode pagar a conta de um impasse. É preciso responsabilidade, capacidade de negociação e disposição para construir soluções”, afirmou.

    O ex-prefeito também comentou a discussão sobre o subsídio da tarifa do transporte coletivo. Ele relembrou que, em determinado momento de sua administração, decidiu retirar o subsídio da passagem e repassar o valor integral para a tarifa. A medida, segundo Arthur, provocou reação dos trabalhadores e paralisações.

    Para ele, a discussão sobre tarifas e subsídios é antiga e permanece entre os principais desafios do transporte público de Manaus. Arthur defendeu que decisões sobre o tema sejam tomadas com responsabilidade e diálogo entre o poder público, as empresas e os trabalhadores.

    “O gestor público precisa liderar as negociações, ouvir todos os lados e agir com rapidez. A cidade não pode ficar refém de impasses que afetam trabalhadores, estudantes, pacientes e toda a economia”, declarou.

    Arthur Virgílio Neto afirmou ainda que, durante suas gestões, a Prefeitura buscava reunir as partes envolvidas nas negociações e, em momentos de maior tensão, adotava medidas legais para assegurar a continuidade do serviço.

    O ex-prefeito de Manaus comandou a capital amazonense por três mandatos: entre 1989 e 1993, de 2005 a 2008 e de 2013 a 2020. Ele também foi deputado federal, senador da República e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

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