O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto comentou a paralisação dos rodoviários na capital amazonense e defendeu que a população não seja prejudicada por impasses entre empresas do transporte coletivo e trabalhadores.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Ponto Final, da Rede Norte Diário, na segunda-feira (20). Os rodoviários decretaram greve geral e interromperam a circulação dos ônibus em Manaus.
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Durante a entrevista, Arthur relembrou situações semelhantes enfrentadas durante suas gestões à frente da Prefeitura de Manaus. Segundo ele, o poder público deve atuar na mediação das negociações entre empresários e representantes da categoria para garantir a continuidade de um serviço considerado essencial.
“Quem depende do transporte coletivo não pode pagar a conta de um impasse. É preciso responsabilidade, capacidade de negociação e disposição para construir soluções”, afirmou.
O ex-prefeito também comentou a discussão sobre o subsídio da tarifa do transporte coletivo. Ele relembrou que, em determinado momento de sua administração, decidiu retirar o subsídio da passagem e repassar o valor integral para a tarifa. A medida, segundo Arthur, provocou reação dos trabalhadores e paralisações.
Para ele, a discussão sobre tarifas e subsídios é antiga e permanece entre os principais desafios do transporte público de Manaus. Arthur defendeu que decisões sobre o tema sejam tomadas com responsabilidade e diálogo entre o poder público, as empresas e os trabalhadores.
“O gestor público precisa liderar as negociações, ouvir todos os lados e agir com rapidez. A cidade não pode ficar refém de impasses que afetam trabalhadores, estudantes, pacientes e toda a economia”, declarou.
Arthur Virgílio Neto afirmou ainda que, durante suas gestões, a Prefeitura buscava reunir as partes envolvidas nas negociações e, em momentos de maior tensão, adotava medidas legais para assegurar a continuidade do serviço.
O ex-prefeito de Manaus comandou a capital amazonense por três mandatos: entre 1989 e 1993, de 2005 a 2008 e de 2013 a 2020. Ele também foi deputado federal, senador da República e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso.


