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    Home»Destaque»Abin avisou que iria faltar oxigênio em Manaus na pandemia
    Abin
    Agente da Abin relata que documentos sobre o caos em Manaus iam na contramão do discurso oficial de Bolsonaro durante a pandemia. (Foto/Ministério da Saúde)
    Destaque

    Abin avisou que iria faltar oxigênio em Manaus na pandemia

    31 de julho de 2025
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    A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) admite que houve uma subnotificação de mortes pela covid-19 em Manaus, cidade que se transformou no símbolo do colapso da resposta do governo de Jair Bolsonaro diante da pandemia. Documentos também revelam que os agentes do serviço de inteligência avisaram, com meses de antecipação, que faltaria oxigênio na capital do Amazonas, o que acabou ocorrendo em 2021. A reportagem é do ICL Notícias.

    A agência, sem alarde, publicou em 2025 um documento no qual traz as “memórias” do seu trabalho durante a pandemia. E os informes e relatos de agentes apontam que o risco de explosão no número de casos havia sido já alertado. Mas nada foi feito.

    @kleiton.renzo

    Num briefing interno de 11 de maio de 2020, por exemplo, a Abin apontava para a relação entre o garimpo ilegal e a proliferação da doença.

    “Uma nova dimensão, especialmente preocupante, dessa expansão é a possibilidade de contágio de populações indígenas pelo novo coronavírus. O trânsito de pessoas em função do garimpo rompe a barreira de isolamento relativo que tem sido responsável por proteger essas populações ou, ao menos, por retardar a disseminação da infecção”, alertaram.

    “O risco é potencializado em virtude do quadro de contágio acelerado na cidade de Manaus/AM, que vive uma das situações mais críticas do país. Apesar de sua população reduzida, o estado do Amazonas é atualmente o quinto em número de mortes confirmadas por coronavírus e seu sistema de saúde já se encontra sobrecarregado”, indicava.

    Relatórios da Abin contestavam versão oficial

    Mas é o testemunho de um dos agentes, cujo nome foi mantido em sigilo, que expõe a dimensão dos problemas na cidade. Seu relato era de que os informes produzidos pela Abin, em Manaus, iam no sentido contrário à versão oficial do governo Bolsonaro.

    “A realidade que relatávamos nos documentos não se alinhava com um discurso que na época defendia que as notícias que saíam na mídia sobre Manaus eram exageradas”, disse. “Só que não eram. Pelo contrário, o que a imprensa mostrou foi pouco perto do que aconteceu de verdade”, constatou o oficial de inteligência que trabalhava na Superintendência Estadual do Amazonas.

    O agente conta que a primeira vez que ouviu falar do novo coronavírus no contexto do trabalho foi em uma visita de cortesia que fez ao consulado do Japão em Manaus, em dezembro de 2019.

    “Era um evento comemorativo que fazia referência à história da imigração japonesa para a Amazônia brasileira. E nesse evento a consulesa comentou que estava preocupada com as notícias que estavam saindo sobre essa nova epidemia que estava surgindo na China”, disse.

    “Até aquele momento, não havia ainda nenhuma demanda da sede para a nossa superintendência sobre esse tema. Mas esse contato com os japoneses foi o primeiro sinal, para mim, de que essa questão poderia vir a se tornar algo de interesse para nós. Pouco tempo depois a doença se espalhou pelo mundo, Brasília determinou como seria o acompanhamento da crise e Manaus virou um caos”, lembra.

    Segundo ele, no início, sua superintendência produzia relatórios pontuais, mas, quando a crise se instalou, passaram a ter entregas diárias. O agente lembra como o único trajeto com trânsito que passou a existir em Manaus na pandemia foi na avenida que dá acesso ao cemitério.

    “Até que determinaram um limite de um carro por enterro, tentar causar menos tumulto dentro do cemitério e diminuir a probabilidade de contágios, porque o cemitério não comportava aquela quantidade de gente enterrando os familiares”, apontou.

    De acordo com ele, a Abin logo constatou “que os números oficiais de mortes, por exemplo, que eram os que a imprensa divulgava, eram subnotificados”. “Segundo esses dados oficiais, só se contabilizava a morte por COVID-19 de pacientes que tinham passado por algum teste, com resultado positivo. Mas o número de doentes que eram testados lá era muito restrito”, explicou.

    “Não tinha teste para todo mundo. Só uma porcentagem dos mortos era de fato testada, e só essa parte entrava na estatística. E a gente sabia que era muito mais, porque a gente via o que estava acontecendo na cidade, as filas no cemitério, as filas no hospital, gente morrendo, caindo na calçada na frente do hospital”, disse.

    ICL NOTÍCIAS

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