Manaus – Por coincidência ou não, há mais de 24 horas da coletiva do partido Avante, na qual o prefeito David Almeida anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas e fez sérias acusações a instituições do sistema de Justiça, o Portal da Transparência da Prefeitura de Manaus está fora do ar. No momento, a população não pode acessar informações básicas sobre gastos públicos, contratos e execução orçamentária.
Quem tenta consultar o site encontra apenas um aviso sem muitos detalhes e nem previsão de retorno:
“Senhores(as), estamos com nossos serviços indisponíveis temporariamente. Tente novamente mais tarde. Agradecemos a atenção dispensada e a compreensão de todos”.
A gestão municipal encontra-se no centro dos holofotes da política, ainda mais com a Operação Erga Omnes, que investiga um suposto núcleo político ligado à facção Comando Vermelho (CV).
E a indisponibilidade do Portal da Transparência, que atua como um instrumento de controle da população, levanta questionamentos.
Na coletiva realizada na segunda-feira (23), David Almeida reagiu à Operação Erga Omnes e elevou o tom contra instituições como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Polícia Civil do Amazonas (PCAM), sugerindo motivações políticas por trás da investigação. Também afirmou que a operação não teria “teor jurídico” e que decisões judiciais estariam sendo usadas para constrangê-lo.
O prefeito ainda saiu em defesa de Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete presa no âmbito da investigação sobre um suposto “núcleo político” ligado à facção Comando Vermelho (CV), declarando que ela é inocente e que seguirá ao seu lado.
Enquanto o embate político se intensifica, a população aguarda algo mais básico: acesso às informações públicas. Afinal, quando o Portal da Transparência sai do ar justamente em meio a questionamentos e investigações, a pergunta que fica é inevitável — onde está a transparência?


