As eleições 2024 estão cada vez mais próximas e os nomes dos políticos e possíveis candidatos em pleitos majoritários começam a surgir no Amazonas. Na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), as possíveis chapas formadas por deputados como Roberto Cidade (UB), por exemplo, circulado nos bastidores.
Os parlamentares podem encabeçar chapas para tentar ficar à frente de prefeituras no pleito de 2024, inclusive, a de Manaus. Alessandra Campêlo (Podemos), conforme bastidores políticos, colocou nessa semana o nome à disposição, dentro do Podemos, para quem sabe se tornar a primeira prefeita da capital amazonense, Manaus.
A parlamentar está em seu terceiro mandato e tem se destacado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) defendendo pautas que “dão engajamento” como mulheres, idosos, crianças e a classe LGBTQIA+.
Assim como ela, o nome do presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB), vem ganhando força política e popularidade entre os eleitores manauaras e até dentro de grupos políticos. Cidade teve uma expressiva votação ao ser reeleito em 2022 e se tornou o deputado estadual mais bem votado da história do Amazonas.
Cidade já mostrou que tem “cunhão” para ser cabeça de uma chapa, mas conforme o cientista político Carlos Santiago, para que haja uma chance de vencer as eleições em Manaus, na atual conjuntura política, “é preciso ter apoio do governador porque, sozinhos, não têm força política para vencer”.
“Roberto Cidade, Joana Darc e outros com pretensões de disputar o cargo de prefeito de Manaus, terão que contar com o apoio do governador, porque sozinhos não possuem força política para entrar. Para impor candidatura e muito menos com força e densidade, até pelos mandatos fracos que estão exercendo”, destacou.
Sinésio Campos também pode entrar para a disputa e ser o representante da coligação do PT, PV e PCdoB no cargo majoritário. Recentemente, em entrevista, o petista afirmou que o Partido do Trabalhador (PT) iria lançar “candidato próprio”.
“Muitos já tocaram o piano no piano do PT. Agora o PT tem que ser protagonista”, disse ele na época.
Vale ressaltar que Campêlo e Cidade são da base aliada, dentro da Casa Legislativa de Wilson Lima, o que pode potencializá-los para formar, quem sabe, uma chapa única para disputar as eleições apoiados pelo governador.
Oposição
Wilker Barreto (Cidadania), que faz oposição ao governador e ao prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), também já mostrou interesse em disputar a Prefeitura de Manaus.
Porém, no caso dele, uma possível candidatura é mais difícil de se alavancar, por não ter, até o momento, apoio de um “nome grande”, mas deixaria o nome dele mais em evidência entre os amazonenses.
O especialista acrescenta, ainda, que mesmo que os deputados tentem ganhar visibilidade e espaço junto à população, “será um grande desafio para eles”, principalmente, porque já há um “grupo político” forte e popular.
No entanto, tudo vai depender de como e quem Wilson vai se “apadrinhar” nas eleições. O apoio dele pode “mexer” de forma significativa no jogo político de Manaus.
Interiores
Santiago falou também das possibilidades dos deputados nas prefeituras dos interiores, e afirmou que, assim como Manaus, os deputados precisam ter apoio tanto popular quanto de aliados políticos para poder terem chances reais de vencer as disputas.
“O problema é que onde determinados deputados ou deputadas possuem força política, já existe um prefeito ou uma prefeita que são aliados, impossibilitando uma possível eleição ou até uma possível disputa de um parlamentar”, destacou.
Em Itacoatiara, o deputado Cabo Maciel (PL), que já disputou uma eleição na cidade e perdeu, em 2020, foi o único deputado que apareceu em uma recente pesquisa eleitoral. O político aparece em segundo lugar no levantamento e pode, novamente, ficar por aí mesmo. Maciel teve pouco mais de 12 mil votos no município.
“Talvez o deputado Bessinha [Carlos Bessa] possa disputar a Prefeitura de Tefé. No entanto, o atual prefeito, que é seu adversário político, tem muita força e deve facilitar a eleição de um aliado”, destacou o especialista.
Santiago frisou que os atuais deputados exercem seus mandatos de forma muito “fraca”, por isso, eles “necessitam” do apoio do atual chefe do Executivo para ter “alguma chance”.
Via Agência AM1
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