A eleição de 2024 para o preenchimento das 41 vagas de legisladores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) caminha para uma vitória expressiva dos vereadores declarados governo ou governistas, conforme avalia o analista político Carlos Santiago.
Segundo ele, nenhum vereador atual teve desempenho positivo a ponto de ter força suficiente para disputar o cargo executivo. “Só o ex-vereador Amom Mandel (Cidadania) teve desempenho acima da média e pode disputar o cargo de prefeito”, disse Santiago, considerando o fato de Amom ter sido eleito em 2022 para deputado federal. Caso entre na disputa para prefeito de Manaus e não seja eleito, o ex-vereador não perde a cadeira em Brasília.
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Quem tem a proteção do governo ou espaço na administração municipal, segundo o analista, tem chance maior de se reeleger vereador nas próximas eleições municipais.
No entanto, não são somente os atuais vereadores que devem disputar as eleições. Outras postulantes ao cargo de vereador também querem uma vaga no parlamento municipal com a ajuda da máquina pública.
“Com isso, o espaço para os partidos será bem reduzido. Situação semelhante já aconteceu nas eleições para a Assembleia Legislativa em 2022 – em que a bancada governista só ampliou, mesmo com novos deputados e deputadas. Então, existe toda uma mobilização dos atuais ocupantes de cargos na CMM para a reeleição em 2024. Não será fácil, porque a briga pelo poder se dará justamente pelo próprio campo situacionista que envolve as maquinas públicas do governo do estado e da prefeitura”, disse.
Esquerda sem movimentação
O analista também chama a atenção para o fato de os partidos considerados de esquerda não apresentarem nenhuma movimentação. “Se a oposição continuar sem rumo, projeto e sem estratégia, certamente, terá uma derrota no parlamento muito grande; além de se inviabilizar para disputar pra valer o cargo de prefeito de Manaus”, disse.
Dos 41 vereadores, o analista político Helso Ribeiro considera que todos os atuais vereadores têm a legitimidade, por representarem parte da população. Porém, o analista considera inviável que os vereadores disputem o cargo para o Executivo Municipal.
“A grande maioria, se não a totalidade deles, será candidato à reeleição, a um novo mandato. Caso eles sejam candidatos a prefeito ou a vice, perdeu, fica sem mandato. Eu vejo que, neste momento, não tem um grande que sobressaia assim muito forte, nenhum deles. Eu acho que não é o momento de eles arriscarem”, avaliou Helso.
Porém, segundo o analista, só será possível saber daqui a um ano, quem, de fato, vai disputar o pleito. “No final de julho do ano que vem, começo de agosto, que ocorrerão as convenções. Até lá, alguns até gostariam de ter seu nome aventado porque, de certa forma, gera uma boa expectativa, mas até lá, só muita especulação”, disse.
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