A queda acentuada que o ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania) vem apresentando em todas as pesquisas divulgadas nos últimos dias têm animado os comitês de campanha dos demais pré-candidatos ao Governo do Estado, a menos de quatro meses das eleições. E não é apenas o governador Wilson Lima (União) que têm se mostrado mais motivado. O senador Eduardo Braga (MDB) começou a vislumbrar a chance clara de ir para o segundo turno e está cada vez mais longe de um acordo com o veterano político, que enfrenta problemas internos causados em grande parte pela própria teimosia.
A insistência de Amazonino em indicar o ex-deputado Humberto Michilles (PSDB) como vice em sua chapa tem afastado dele prefeitos, parlamentares e vários outros atores políticos. Este fator antecipou, por exemplo, o anúncio do apoio do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), ao governador.
Por outro lado, o ex-prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) tem demonstrando um desconforto com a teimosia do aliado e abriu conversas com outros pré-candidatos a governador, como o próprio Eduardo Braga.
Amazonino e Eduardo mantém uma relação cordial, mas já não falam tanto em um acordo já no primeiro turno. O senador iniciou contatos com outras legendas que podem viabilizar sua candidatura e animou-se especialmente nos últimos dias, depois das últimas pesquisas. Seu staff avalia que ele manteve bons índices mesmo não se lançando candidato e os últimos eventos que prefeitos aliados promoveram para ele no interior animaram muito a equipe.
Os candidatos menos cotados também se animaram com a queda de Amazonino. Henrique Oliveira (Podemos), por exemplo, anunciou a ex-deputada Vera Castelo Branco como sua vice. E Carol Braz (PDT) incrementou as conversas para confirmar a candidatura.
A pré-campanha esquentou por causa do (ainda) líder nas pesquisas, que cometeu erros impensáveis para alguém com tanta experiência.


