Toda quarta-feira, das 16h às 20h, e aos sábados, das 7h às 12h, o estacionamento interno (G1) do Shopping Ponta Negra recebe a Feira de Produtores Regional da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS). Além de ser uma opção para a população que reside, trabalha ou frequenta a área da Ponta Negra, o evento também é sinônimo de economia, comparado com os preços das redes de grandes varejistas, já que os produtos são comercializados diretamente com o consumidor final.
Com base em cálculos da ADS, a renda familiar dos agricultores aumentou em mais de 80%, com a retirada do atravessador do processo de comercialização. No Shopping Ponta Negra, os produtores comercializam seus produtos conseguindo um lucro que vai de R$ 1 mil a R$ 3 mil por dia na feira.
Segundo o superintendente Magno Duarte, a feira acontece em parceria com a ADS e é uma forma de os consumidores, principalmente os que moram ou trabalham nas adjacências do shopping, adquirirem produtos com mais qualidade, saudáveis e a preços acessíveis.
Para a produtora Loide Mendes Ferreira, que reside em Rio Preto da Eva, além da economia, os clientes ainda contam com um ambiente mais organizado, seguro, limpo e a comodidade que o centro de compras oferece. “Tem cliente que vem usar um dos bancos, comer alguma coisa, comprar algo no shopping e acaba passando aqui com a gente e levando algumas frutas e verduras pra casa”, comenta.
E, passeando pela feira, é possível o consumidor encontrar diversos tipos de produtos, que vão de frutas, verduras, legumes, farinhas, açaí, tapioca, temperos, café, doces, queijos, mel, ovos, pães, polpa de frutas, azeite, mudas de plantas e até mesmo aquele tradicional pastel, tudo produzido pelas mãos de amazonenses.
“Mas tem que vir cedo, senão corre o risco de só encontrar a xepa”, brinca a dona de casa Anastácia Rodrigues, que mora próximo ao Shopping Ponta Negra, no bairro Santo Agostinho. Contente com as compras, ela garante que com apenas R$ 30 é possível comprar vários itens e sair satisfeita da feira. “Mas às vezes acabo gastando um pouquinho a mais para fazer um agrado para o meus filhos, que adoram açaí”, conta.
Já para a administradora Elen Karen, que mora na Praça 14, a variedade e a qualidade dos produtores são outros diferenciais. “Sempre que posso venho toda semana, porque sei que aqui os produtos são fresquinhos”, disse.
Segundo os produtores, entre os itens mais procurados estão as frutas regionais como, por exemplo, o cupuaçu, que pode ser encontrado a partir de R$ 3, ou o biribá, que chega a custar R$ 1.
Também custando a partir de R$ 1, é possível o consumidor levar para casa um maço de alfaces, e o quilo da batata doce por R$ 3. O quilo do limão regional sai por R$2, mesmo preço do pacote com pimentões.
Outro campeão de vendas é a queridinha dos amazonenses, a farinha de tapioca, que custa a partir de R$ 4, seguido pela farinha de mandioca, que está a partir de R$ 5. Já a polpa de suco custa a partir de R$ 5, dependendo da fruta.


