A liminar havia sido concedida em 30 de outubro pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, durante o plantão judiciário de segundo grau, após pedido apresentado pela defesa da empresária. Ao reavaliar o caso, Paulo Feitoza entendeu que não havia elementos suficientes para reconhecer ilegalidade ou abuso de poder na autorização das diligências. O magistrado também considerou o risco de possíveis provas digitais serem apagadas ou modificadas.
Um dos argumentos apresentados pela defesa foi a disposição de Maria do Carmo em entregar voluntariamente seus aparelhos eletrônicos às autoridades. No entanto, o desembargador avaliou que a entrega de dispositivos selecionados pela própria investigada não substitui necessariamente uma coleta mais abrangente de provas autorizada judicialmente.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e busca identificar os responsáveis pela produção e divulgação de conteúdos digitais que utilizaram imagens da filha adolescente de Omar Aziz durante a campanha eleitoral de 2026. O procedimento apura possíveis crimes previstos nos artigos 241-A e 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em nota, a defesa de Maria do Carmo afirmou que a apresentação dos aparelhos partiu de uma iniciativa voluntária da empresária, que pretende colaborar com o esclarecimento dos fatos. Os advogados também declararam que ela não tinha conhecimento da produção dos conteúdos e questionaram os vazamentos de informações de uma investigação que tramita sob sigilo, classificando a divulgação como parcial e seletiva.
A apuração também envolve profissionais ligados à campanha eleitoral da ex-candidata. Em 26 de outubro, a Polícia Civil cumpriu mandados relacionados ao jornalista Jefferson Coronel e ao publicitário George Wilde, em endereços de Manaus e São Paulo. Com a nova decisão, a autorização para as diligências volta a ter validade. O processo seguirá em tramitação no TJAM, e a decisão não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos investigados.
COM INFORMAÇÕES DO NC NEWS



