Na última segunda-feira (3), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) rejeitou um requerimento que solicitava audiência pública para tratar dos mediadores escolares, profissionais que cuidam de Pessoas com Deficiência (PcD) e autistas nas salas de aula. A maioria rejeitou o requerimento, mas isso significa que os vereadores são contra as PcDs e autistas?
O episódio é polêmico, mas a resposta é não. Os vereadores não votaram contra os autistas. A maioria foi contra ao uso politiqueiro do tema pela oposição à atual gestão municipal. Se não, vejamos:
Em 2022, ou seja, na atual gestão, do prefeito David Almeida, a Prefeitura assinou um TAG (Termo de Ajustamento de Conduta) com o TCE (Tribunal de Contas do Estado), quando se comprometeu em contratar 1.750 mediadores, para justamente atuarem no acompanhamento das PcDs e autistas na rede municipal de ensino. E por que da cobrança do órgão de controle? Porque até a atual gestão não havia sequer 200 mediadores na rede municipal de ensino.
Ainda em 2022, foram contratados 856 mediadores, sendo que, para este ano de 2023, mais outros 894 mediadores devem ser incorporados à rede escolar do Município, medida que inclusive deve acontecer nos próximos dias, conforme informações da Secretaria Municipal de Educação, a Semed.
Foi justamente esse esclarecimento, sobre o compromisso e investimento da atual gestão municipal, muito diferente da anterior, que baseou o posicionamento da maioria dos vereadores, em votar contra o requerimento para realização de audiência pública para o debate do tema na Câmara Municipal.
Se a intenção da oposição era cobrar a contratação de mediadores, isso já está sendo feito, um investimento que a administração municipal anterior não fez e que curiosamente não foi cobrada pelo descaso. Os vereadores de oposição, hoje, apoiavam o prefeito que antecedeu David Almeida.
Via Agência AM1


