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    Home»Amazonas»Promotor do MP diz que investigados pela “Operação Cachoeira Limpa” usaram drogaria em Parintins para lavar dinheiro
    Foto: Divulgação
    Amazonas

    Promotor do MP diz que investigados pela “Operação Cachoeira Limpa” usaram drogaria em Parintins para lavar dinheiro

    16 de fevereiro de 2021
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    Os envolvidos na Operação ‘Cachoeira Limpa’ do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) chegaram a usar uma drogaria, em Parintins, (a 369 quilômetros de Manaus) para lavar dinheiro das empresas ligadas ao esquema criminoso. A informação é do promotor de Justiça, Luiz Vasconcelos, nesta segunda-feira (15).

    Segundo ele, as investigações revelaram que a drogaria – que não teve o nome revelado – movimentava valores sem justificativa entre a Prefeitura de Presidente Figueiredo, empresários e até o atual deputado estadual, Saullo Vianna (PTB).

    @kleiton.renzo

    “Nós descobrimos uma drogaria, que, em tese, não teria por que receber dessas empresas. Eles passaram a lavar dinheiro por ela, que recebia valores das empresas que tinham licitações e contratos com Presidente Figueiredo. Então, transferia no mesmo dia ou no seguinte e emitia cheques para servidores da prefeitura e secretários ou para sócios de outras empresas e até para o próprio deputado estadual”, afirmou o promotor.

    Quebra de sigilo telefônico

    Vasconcelos explicou que a quebra do sigilo telefônico, autorizado pela Justiça, em maio de 2019, permitiu descobrir quem eram os autores da organização criminosa e como se beneficiavam das licitações no município.

    “Nós chegamos à conclusão de que eram três ou quatro empresas. Inicialmente, começaram os certames tendo na composição societária pessoas ligadas ao deputado estadual Saullo Vianna. Uma dessas empresas, inclusive, ele se apresentava como procurador e que tinha como sócia majoritária a própria mãe. Ele fazia isso desde 2010 em Parintins, mas quando chegou em Figueiredo, começou a substituir os sócios.”, detalhou.

    Para o promotor, as entidades jurídicas foram preparadas para atuar no município, uma vez que o esquema tinha empresas do mesmo grupo coordenadas e administradas financeiramente por Vianna, participando da licitação.

    “A quebra do sigilo bancário mostrou que essas empresas trocam valores através de uma conta corrente única, pagavam contas pessoais do deputado estadual e da mãe dele.”

    Vazamento

    Para tentar despistar o MP, Vasconcelos disse que o grupo mudou o modo de atuação após vazamento de informações sobre as investigações.

    “Houve, infelizmente, um vazamento de uma interceptação telefônica. Eles tentaram mudar esse modus operandi criando, comprando empresas e CNPJ, colocando pessoas ‘laranjas’ para atuar, tendo o mesmo controle. Mudaram, inclusive, o nome de algumas empresas para tentar desviar o foco e a atenção da investigação e, passaram a tramitar valores”, afirmou.

    Conforme Vasconcelos, as empresas manipuladas pelo grupo criminoso passaram a “ganhar tudo” em Presidente Figueiredo e a suspeita do favorecimento do então vice-prefeito, Mario Abrahão.

    “Existia uma certo grau de parentesco por afinidade entre o deputado estadual com o vice, que na época, eram cunhados e tinha essa facilitação para controlar e nomear secretários”, acrescentou.

    Operação

    Mais cedo, o MP deflagrou a operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga a organização criminosa que desviou cerca de R$ 23 milhões em Presidente Figueiredo, por fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro, na gestão do ex-prefeito Romeiro e do ex-vice Mário Jorge Bulbol Abrahão (2017-2020).

    Foram alvo de mandados de busca e apreensão o deputado estadual Saullo Viana, o presidente do Caprichoso, Jender Lobato, o irmão dele, o vereador de Manaus, Jander Lobato (PTB), e o ex-prefeito Romeiro Mendonça.

    Próximo passo

    O promotor de Justiça, Luiz Vasconcelos, adiantou que a investigação já colheu elementos robustos para oferecer denúncia.

    “O próximo passo, seguindo a ordem da operação, será realizar a audiência de deslacre do material apreendido, principalmente de aparelhos eletrônicos, para então serem analisados. Na sequência, vamos iniciar, ainda nesta semana, os interrogatórios dos envolvidos.”

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