Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Manaus realizam uma paralisação, na manhã desta quarta-feira (5), na avenida Leonardo Malcher, no Centro, em apoio ao movimento nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1. A manifestação afeta a circulação de ônibus em diferentes zonas da capital e atingida, segunda informações preliminares, nas rotas do Distrito Industrial.
Os trabalhadores defendem a redução da jornada e melhores condições de trabalho. O movimento ocorre no mesmo dia em que a proposta sobre o fim da escala 6×1 volta à discussão no Congresso Nacional, após pedido de vista que adiou a análise do tema, na Câmara dos deputados.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, convocou a paralisação na madrugada desta quarta-feira.
Bom dia companheiros e companheiras, começou a guerra pelo fim da escala 6×1, exigimos imediatamente a aprovação da PEC 221 que garante que o trabalhador trabalhe normalmente 44 horas semanais, ou seja, trabalha uns cinco dias e folga uns dois, então a partir de agora todo mundo em seus terminais pode os braços, determina.
Em nota, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que a operação do transporte coletivo foi parcialmente paralisada por conta de um movimento nacional convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em defesa do fim da escala 6×1.
A administração municipal destacou que respeita e garante o direito constitucional à livre manifestação e à luta pelas melhores condições de trabalho e vida da categoria rodoviária. No entanto, reforçou a importância da manutenção dos serviços essenciais à população, especialmente do transporte coletivo urbano.
Ainda de acordo com a nota, as linhas paralisadas já voltaram à normalidade, desde às 8h desta quarta-feira (27).
A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 pode votar, nesta quarta-feira (27), o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
O parecer foi apresentado na última segunda-feira (25), porém um pedido de vista coletivo adiou a votação da PEC na comissão especial. A proposta deve ser provada, em seguida, pelo Plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado.
Pela proposta, 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, o limite da jornada cai para 42 horas semanais, já com o descanso remunerado de dois dias por semana. Doze meses após essa etapa, o limite será fixado definitivamente em 40 horas semanais.
O texto é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabeleceu 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduziu uma escala 4×3, com limite de 36 horas semanais, após um ano.


