O secretário de Estado da Saúde, Luis Alberto Saraiva, encontrou uma forma inusitada de rebater críticas direcionadas à gestão estadual e, ao mesmo tempo, alfinetar a Prefeitura de Manaus. Em uma publicação nas redes sociais, o médico anunciou que deixaria “o ChatGPT responder dessa vez”, transformando a inteligência artificial em protagonista da resposta.
A estratégia chamou atenção por fugir do formato tradicional de notas oficiais ou pronunciamentos políticos. Em vez disso, Saraiva recorreu à tecnologia para apresentar argumentos sobre temas relacionados à saúde pública, em uma iniciativa que também dialoga com o crescente uso da inteligência artificial na comunicação institucional.
Nos bastidores, a publicação foi interpretada como uma resposta indireta às críticas que vêm sendo feitas por integrantes da Prefeitura de Manaus e por adversários políticos em relação à condução da saúde no Estado. Ao optar pelo ChatGPT como ferramenta de resposta, o secretário imprimiu um tom de ironia e buscou deslocar o debate para uma abordagem baseada em informações e dados.
A postagem rapidamente repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos. Enquanto alguns elogiaram a criatividade da iniciativa, outros questionaram o uso da inteligência artificial em um embate político.
Independentemente das reações, a publicação reforça que a disputa entre Estado e prefeitura também vem sendo travada no ambiente digital, onde linguagem, estratégia e inovação passaram a ser elementos importantes da comunicação política. O uso do ChatGPT por Luis Alberto Saraiva mostra que, cada vez mais, a inteligência artificial também está entrando no centro do debate público e da disputa de narrativas no Amazonas.



