Manaus – As prioridades da gestão do prefeito David Almeida (Avante) continuam distantes das reais necessidades da população de Manaus. Na tarde de quarta-feira (25), os moradores da capital sofreram com a forte chuva que atingiu todas as zonas da cidade, deixou vias submersas e prejuízos de moradores que perderam bens para as águas.
Neste ano, a gestão do prefeito, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), não gastou nenhum centavo com ações de prevenção de defesa civil e empenhou apenas R$ 1,273 milhão para ser gasto até o momento.
Em contrapartida, os valores gastos, neste ano, com a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) já somam R$ 23 milhões, sendo que o valor empenhado acumulam R$ 35,2 milhões.
Por mais que a cultura da cidade mereça também ser valorizada, a diferença de valores investidos na Defesa Civil – de responsabilidade da Semseg – e na Manauscult é exorbitante e mostra que as prioridades destoam do que realmente a população necessita.
A responsabilidade da secretaria consta na Lei Municipal 2.817 de 2021, que determina à Semseg o dever de “planejar e promover ações de prevenção de desastres naturais”, “reduzir riscos”, “atuar na iminência e em circunstâncias de desastres”, além de “socorrer e assistir as populações afetadas”.
O fato não é novidade. No ano passado, os gastos com Defesa Civil em 2025 totalizaram R$ 4,1 milhões, o que representou 2,3% do total de gastos promovidos com Difusão Cultural, que somaram R$ 149 milhões no ano passado. Os dados são do Relatório Resumido de Execução Orçamentária de 2025, publicado no Diário Oficial do Município em 30 de janeiro.
Nesta quarta-feira (25), segundo a própria Prefeitura, o Centro de Cooperação da Cidade (CCC) registrou, até 77 chamadas até as 17h, em decorrência das chuvas. Em alguns locais da cidade, o volume de chuva ultrapassou 125 milímetros.
Durante a forte chuva, um dos pontos mais críticos registrados foi a Avenida Torquato Tapajós, uma das principais vias da cidade, que voltou a “virar rio”. Em um dos registros, um carro ficou completamente ilhado em meio à forte correnteza, evidenciando a falha crônica no escoamento da região.
Situação idêntica ocorreu na Avenida Brasil, principal via do bairro Compensa. O problema no local é recorrente: a cada chuva forte, a avenida alaga por completo, interrompendo o fluxo de veículos e prejudicando o comércio e os moradores que dependem da via para locomoção.
Os alagamentos não pouparam nem as áreas próximas ao reduto político do prefeito David Almeida. No bairro Santa Luzia, zona sul, moradores registraram em vídeo a invasão das águas em ruas e residências.


