A redução no preço da gasolina anunciada pelo grupo Atem, dono da Refinaria da Amazônia, ainda não garante alívio imediato ao consumidor no Amazonas. Embora o valor repassado às distribuidoras tenha caído de R$ 4,3240 para R$ 3,9690 a partir desta quarta-feira, 25, não há previsão de quando, ou se, a diminuição chegará aos postos, mantendo a incerteza sobre o impacto real no bolso da população.
De acordo com as tabelas da Agência Nacional de Petróleo, os amazonenses pagam o preço mais caro do Brasil por um litro de gasolina, hoje na faixa de R$ 7,89.
Apesar da retração, o preço praticado pelo grupo Atem ainda está bem acima do praticado no início de março, antes do início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, no Oriente Médio. Confira a evolução do preço neste mês:
- Dia 3 de março: R$ 3,2450;
- Dia 6: R$ 3.4650;
- Dia 13: 3.8690;
- Dia 21: 4.3240;
- Dia 25: 3.9690.
A Refinaria da Amazônia faz parte do pequeno grupo privatizado pela Petrobras em 2022 e até hoje segue a chamada Política de Preço por Paridade Internacional (PPI), cujas alterações, para mais ou para menos, dependem do mercado internacional de petróleo.
Atualmente, por decisão do grupo Atem, a Ream refina apenas petróleo para asfalto, atendendo a uma determinação da ANP. Os demais combustíveis derivados de petróleo ela compra prontos e apenas distribui para as distribuidoras, o que encarece o preço praticado no Amazonas.
O Sindicato dos Petroleiros denunciou essa situação e cobra que o Atem volte a refinar em Manaus e a comprar petróleo da Petrobras, cujos preços são menores, posto que não são afetados pelo PPI, uma vez que a empresa é autossuficiente e produz todo o petróleo que o Brasil precisa.
Além da Ream, foram privatizadas em 2022 e seguem a PPI as refinarias Landulpho Alves, hoje Refinaria Mataripe, na Bahia; a Refinaria Potiguar Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, e a Unidade de Industrialização de Xisto, no Paraná. Ao contrário da Ream, as outras três compram petróleo da Petrobras.


